O Brasil é superdimensionado não apenas no índice de
analfabetos, pobres, corruptos, sem-teto, sem-terra, sem-direitos,
sem-vez e sem-voz. É também o país que tem mais partidos políticos.
Diferentemente da época do regime militar, na qual a Lei
Falcão, permitia a existência de apenas dois partidos (ARENA x
MDB), hoje o país conta com 27. E isso, de alguma forma tem me
inquietado.
Sou, por algumas razões (quiçá sem razão) um revoltado com este
país, em virtude de algumas coisas que nele acontece. E dentre
essas coisas, é essa salada de
frutas político-partidária que vejo atualmente acontecer
em todo o país.
Ingenuamente imaginava que cada sigla partidária, quando criada,
era em nome de uma bandeira a ser defendida; em nome de uma
ideologia, mas não. Não é nada disso. A ideologia é uma coisa. Uma
coisa apenas: PODER. E para voltar ou permanecer no poder, faz-se
de tudo. Adversários de outrora, tornam-se aliados
íntimos (ex.: Quércia #= Serra, Lula #= Collor,
Wagner #= Otto, Souto #= Nilo Coelho, Geddel #=
César Borges, etc.). Por que será que as duplas supracitadas
resolveram se aliar? Seria em nome de uma ideologia? Seria para
defender a causa dos menos favorecidos? Por quê? Eles fazem isso
pensando nas famílias do Morro do Bumba de Niterói, nos
desabrigados do Rio Subaé de Santo Amaro, nos miseráveis do
Nordeste que ainda não têm acesso a água potável e vivem em
condições abaixo da linha de pobreza, sem dignidade? É pensando
nessa gente que eles se unem?
Não
sei até que ponto, meu amigo leitor, esta questão lhe inquieta. Mas
ainda que nada lhe diga respeito, pense antes de votar, se ainda
vale a pena votar em partido, se vale defender partido no nosso
país. Eu acho que não. Já que não tem jeito, prefiro votar na
pessoa. Não sei até quando. Abraço.
Pr. André Brito
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